Por Maria Clara Melchioretto. , sábado, 7 de agosto de 2010 16:38

Não adianta eu implorar por amor, eu entregar minha vida, ignorar os seus erros e me arrepender amargamente dos meus... Do que adiantou tentar me amar, tentar aprender a me amar, se você sabe que não dá, que não quer...? Do que adianta você saber e continuar errando...? Do que adiantou você voltar se você vai embora, se você sempre quis ir embora? Do que adiantou eu ouvir todas essas músicas, do que adiantou eu sentir saudade, do que adiantou eu chorar antes se eu vou ter que chorar de novo agora? Me diga, do que realmente isso adiantou?


De nada.


Todo o esforço de tanto tempo, todas as lembranças e palavras ao vento... Não adiantaram nada.


Nada.


Mas o que é isso, disponha.

Lama

Por Maria Clara Melchioretto. , sexta-feira, 6 de agosto de 2010 09:42

Não, não dê mais tantas voltas.
Todo esse teatro não impressiona, por maior que seja sua recompensa.
E nada adianta, depois, se lamentar, por menor que seja sua displicência.
Ou volta, ou vai embora, meu amor,
Mas sem ameaças ensaiadas na frente do espelho.
E tira essa lama das botas antes de me dar as costas.

Por Maria Clara Melchioretto. , quinta-feira, 29 de julho de 2010 11:16

E é por essas e outras que a minha saudade faz lembrar de tudo [...]
Só assim sinto você bem perto de mim, outra vez.

Por Maria Clara Melchioretto. 11:11

" Eu as vezes tomo uma pequena dose do passado quando vejo uma foto, sinto um cheiro, sinto seu beijo... Que é como se todo mal do mundo acabasse, como se não houvesse mundo, apenas eu e você.
E aí acaba.
O pra sempre, sempre acaba."







28 de Julho de 2010, Murillo Cesar, adaptado.

Por Maria Clara Melchioretto. , quarta-feira, 28 de julho de 2010 11:24

Só falta a chuva pra ficar perfeito.

... Mas acho que ela não demora.
Lembra de Outubro? Outubro está chegando.
Tomara que você volte logo, antes que a chuva.
E o que me conforta, é que você sempre volta.
Enquanto isso, vou esperar, aqui mesmo. Roubando um pouquinho do passado,
e semeando, de pouco em pouco, no presente.
Pra que o futuro seja tão encantador como.
Você sabe...


A nossa liberdade é o que nos prende.

Por Maria Clara Melchioretto. , segunda-feira, 26 de julho de 2010 21:50

Errei.
Culpei sem poder culpar, culpei pra escapar da minha parcela de culpa. A mesma, aliás, a de todas as vezes, desde sempre.
Eu guardei, eu escondi, eu omiti.
E consegui respirar.
Mas o erro veio à tona, brotou na minha própria pele, e ficou.
E na minha cabeça, carregarei cem quilos de consciência, Merecidos, mas que agora não pesam um décimo do arrependimento e da amargura que aqui vivem como vermes, se alimentando do que resta do meu coração.
Errei e levarei.
Até que eu possa usar da piedade, até que eu possa ouvir sim, até a coragem erguer minha cabeça, e me fazer pisar em tudo o que sobrou.
Até que eu me livre do inferno.
Até que eu me sufoque de erros.
Até o fim.
Perdão.

Por Maria Clara Melchioretto. , sábado, 24 de julho de 2010 22:54

Aparece, entra no meu lar, leva o que há de bom, leva o que eu consegui terminar.
Fala que não, não é nada, não somos nada, não quero nada.
E volta. E leva tudo. No meu jardim, planta falsas esperanças, até saudade, e sem querer, deixa cair uma semente de ódio.
Agora diz que sim. Repetidamente. Insiste, diariamente. E volta novamente. Cuida do meu jardim, cuida da minha casa, cuida de mim.
E vai embora. Nem deu notícias, até agora.
Nem sei se volta. Nem sei porque veio. Pra causar um estrago imenso, pois causou.
Deve estar roubando algum outro coração, alguma outra boca, alguma outra paz, alguma outra.
Vou queimar as pétalas de saudade, de ódio e etc, e agora não adianta. Porque nem sem essa fumaça, eu respiro mais.
E quando eu estiver no alto, não me peça pra pular. De novo.